CAPPAZ - Confraria Artistas e poetas pela Paz

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Carlos Rodrigues Brandão afirma que a Paz é “uma criação do exercício generoso do diálogo entre as pessoas que não pode ser outorgado. Um dever de direitos que nos cabe porque somos individual e coletivamente responsáveis, seres da sociedade, dos povos e nações da terra“. (BRANDÃO, Carlos Rodrigues. IN: “Campo Aberto: escritos sobre educação e a cultura popular.” São Paulo. Cortês, 1995, p.48.)
Sim, pessoas responsáveis, conscientes de sua condição de cidadãos do mundo, como Mahatma Gandhi, (1869-1948), Bertrand Russel, (1872-1970), Martin Luther King Jr., (1920- 1968), Herbert de Souza, o Betinho, (1935-1997), grandes lideranças empenhadas na construção da paz em seu contexto sócio-cultural. Suas palavras nos inspiram e encorajam a Confraria na sua proposta de uma Cultura de Paz.

Mohandas Karamchand Gandhi - Nasceu em 02/10/1869 e morreu em 30/01/1948. Conhecido por Mahatma Gandhi, adotou o princípio da verdade e da justiça. Conclamou o povo indiano a resistir, de forma pacífica, contra os tribunais e as leis, em sua época, impostas ao país. Gandhi nunca recebeu o prêmio Nobel da Paz, apesar de ter sido indicado cinco vezes, entre 1937 e 1948. Décadas depois, no entanto, o erro foi reconhecido pelo comitê organizador do Nobel. Quando o Dalai Lama Tenzin Gyatso recebeu o prêmio, em 1989, o presidente do comitê disse que o prêmio era "em parte, um tributo à memória de Mahatma Gandhi".
Sobre Gandhi, Albert Einstein disse que as gerações por vir terão dificuldade em acreditar que um homem como este realmente existiu e caminhou sobre a Terra.
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"O caminho da paz é o caminho da verdade. Ser honesto é ainda mais importante do que ser pacífico. Na verdade, a mentira é a mãe da violência. Um homem sincero não pode permanecer

violento por muito tempo. Ele vai perceber, no curso de sua busca, que não tem necessidade de ser violento. Vai também descobrir que, enquanto houver nele o menor vestígio de violência, não conseguirá encontrar a verdade que está procurando.”
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"A não-violência não é somente um estado negativo que consiste em não fazer o mal, mas também um estado positivo que consiste em amar, em fazer o bem a todos, inclusive a quem nos faz mal.

Agnes Gonxha Bojaxhiu (Madre Teresa de Calcutá) – Nasceu aos 26 de agosto de 1910, em Skopje - Albânia, hoje a atual capital da Macedônia. Faleceu em 5 setembro de 1997. Deixou-nos como exemplos: FÉ, AMOR, SOLIDARIEDADE, RESIGNAÇÃO, RENÚNCIA e RESPEITO a Deus - através do seu próximo – exemplos estes construídos em gestos concretos, através de toda a sua obra, a qual foi sendo edificada ano após ano, durante quase 70 anos. Laureada com o Prêmio Nobel da Paz, em 1979, pela luta contra a pobreza na Índia. Considerada a missionária do século XX, concretizou o projeto de apoiar e recuperar os desprotegidos na Índia. Através da sua congregação - "Missionárias da Caridade" - partiu em direção à conquista de um mundo que acabou rendido ao seu apelo de ajudar o mais pobre dos pobres.
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"Os pobres que buscamos podem morar perto ou longe de nós. Podem ser material ou espiritualmente pobres. Podem estar famintos de pão ou de amizade. Podem precisar de roupas ou

do senso de riqueza que o amor de Deus representa para eles. Podem precisar do abrigo de uma casa feita de tijolos e cimento ou da confiança de possuírem um lugar em nossos corações."
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"Nunca compreenderemos o quanto um simples sorriso pode fazer."


Bertrand Russel – Nasceu em 18/05/1872, Trellek, País de Gales. Faleceu em 02/02/1970, Penthyndendrach - País de Gales. Filósofo, matemático e ensaísta, pioneiro no domínio da lógica; autor de "Principia Mathematica", (1903), e mais de 40 obras. Nobel de Literatura em 1950, participou de movimentos contra o uso de armas nucleares. Mundialmente conhecido - apóstolo da paz e paladino da humanidade - cativava os mais novos e inspirava os mais velhos. Galardoado com o Prêmio Nobel da Literatura, pela elegância de estilo, agudeza de ironia e destreza mental.
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Se a paz não puder ser mantida com honra, deixa de ser paz.
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Não devemos aceitar a guerra, devemos opor-nos a ela, se quisermos sobreviver» - declarou.



Martin Luther King Jr. - Nasceu em 19 de dezembro de 1899, Geórgia. Morreu em 4 de abril de 1968, às 6h da tarde, assassinado em Mênfis, com um tiro na cabeça. Morreu levando para o túmulo seu "sonho americano" de uma sociedade justa e livre de preconceitos. Conseguiu o fim da segregação contra os negros nos Estados Unidos. Laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 1964, como ativista dos direitos humanos.
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Eu tenho um sonho que meus filhos viverão um dia numa nação onde não seriam julgados pela cor de sua pele, mas sim pela virtude de seu caráter.
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O perdão é um catalisador que cria a ambiência necessária para uma nova partida, para um reinício.
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O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.



Herbert de Souza - Sociólogo brasileiro, nasceu em 3/11/1935, em Bocaiúva, (MG). Morreu em 9/8/1997, Rio de Janeiro, (RJ). Militou na Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida, lançada em 1993. Foi um dos primeiros intelectuais a advogar em favor das organizações não-governamentais, que não dependem do estado nem da iniciativa privada. Foi também um dos fundadores da campanha nacional pela reforma agrária. Em 1986, fundou a ABIA, uma associação para lutar pelos direitos das pessoas portadoras do HIV, ou dos doentes com Aids. Betinho dirigiu essa organização por onze anos. Em 1992, Betinho liderou o movimento pela Ética na Política, que culminou com o “impeachment” do então presidente Fernando Collor, em setembro do mesmo ano. Esse movimento plantou os alicerces do movimento Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida. A partir da participação de Betinho, o problema da fome e da miséria tornou-se visível e concreto para todos os brasileiros.

-O que nos falta é a capacidade de traduzir em proposta aquilo que ilumina a nossa inteligência e mobiliza nossos corações: a construção de um novo mundo.” (Betinho-1993)
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"Para nascer um novo Brasil, humano, solidário, democrático, é fundamental que uma nova cultura se estabeleça, que uma nova economia se implante e que um novo poder expresse a sociedade democrática e a democracia no Estado.”

Cacique Seattle - Filho de um importante líder da tribo Suquamish e de uma escrava, o Cacique Seattle nasceu por volta de 1786. Em torno de 1800, os Suquamish sofreram uma série de ataques de tribos vizinhas. O jovem Seattle participou de algumas dessa batalhas, nas quais demonstrou coragem e astúcia.
Sua liderança começou a se firmar a partir de 1805, quando introduziu novos métodos de combate. O mais engenhoso consistia no corte de uma grande árvore, de modo que caísse atravessada no rio por onde os Suquamish seriam atacados. Como os ataques eram feitos durante a noite, os inimigos terminavam se chocando com o tronco da árvore. Enquanto se ocupavam em tentar salvar suas canoas e equipamentos, os homens de Seattle os atacavam de terra firme. Logo depois da vitória contra as tribos da região de Green Rivers, ele se apropriou do nome do avô – Seeyahtlh – e se tornou o chefe das tribos Suquamish e Duwamish.

Seattle estabeleceu relações cordiais com os brancos e tentou obter o máximo proveito disso, principalmente através do recebimento de tributos por atividades comerciais realizadas nos territórios indígenas. Em 10 de
janeiro de 1854, diante do governador de Washington, Isaac Stevens, recomendou a suas tribos que fossem para a reserva que o governo lhes destinava. Sabia que não poderia resistir às armas de fogo, caso optasse pelo confronto. Por isso, preferiu deixar suas palavras para a história e assegurar direitos que considerava inegociáveis para seu povo. “The Indian´s night promises to be dark” (“a noite dos índios será escura”), teria dito ele na ocasião, de acordo com Henry Smith.
Os anos seguintes cuidaram de confirmar a profecia do velho chefe. Ele tentou fazer com que o governo cumprisse as promessas, mas pouco conseguiu. Morreu em 7 de junho de 1866.
- “Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos.“ Clique aqui para ler o pronunciamento do Cacique Seattle.

Autoria:
Joyce Lima Krischke e Judite Krischke Sebastiany – Especialistas em Educação.
Revisão e Supervisão:
João José Oliveira Gonçalves – Professor de Língua e Literatura Portuguesa.


Joyce Lima Krischke


João José Oliveira Gonçalves














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